E-mailsecretaria@dstsaopaulo.com.br
  • Telefone

DST/IST - Doença Inflamatória Pélvica

Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae
Doença Inflamatória Pélvica
O que é a Doença Inflamatória Pélvica?
A Doença Inflamatória Pélvica (DIP) é uma infecção do trato genital superior que afeta
o endométrio, as tubas uterinas e os ovários, podendo, em casos graves, atingir a região
inferior do abdômen (pélvis). A infecção ocorre devido à ascensão de microrganismos
provenientes do trato genital inferior (vagina e colo do útero). Os principais agentes
causadores são as bactérias Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae, embora
outros microrganismos também possam estar envolvidos.

Sintomas e Manifestações Clínicas
Os sintomas da DIP variam conforme a gravidade da infecção. Os sinais mais comuns
incluem:
 Dor no baixo ventre, que pode ser leve a intensa;
 Febre e mal-estar, nos casos mais graves;
 Corrimento vaginal anormal, muitas vezes com odor desagradável;
 Dor ou desconforto ao urinar;
 Dor durante as relações sexuais;


 Nos casos mais graves, pode ocorrer a formação de abscessos contendo pus nas
tubas uterinas e na pélvis.
Durante o exame físico, observa-se dor à palpacao do abdome inferior e no exame
ginecológico, com sensibilidade aumentada ao toque do útero e das tubas. Exames de
imagem, como ultrassonografia pélvica, podem auxiliar no diagnóstico, especialmente
nos casos mais graves.

Complicações da DIP
A DIP é uma condição séria que pode levar a complicações de longo prazo, incluindo:
 Infertilidade, devido a danos nas tubas uterinas;
 Maior risco de gravidez ectópica, que ocorre quando a gestação se desenvolve
fora do útero;
 Dor pélvica crônica, que pode persistir por meses ou anos após a infecção;
 Abscessos pélvicos, necessitando tratamento hospitalar.

Diagnóstico
O diagnóstico da DIP é baseado nos sintomas, exame clínico e exames laboratoriais,
como:
 Exames de imagem (ultrassonografia transvaginal ou pélvica);
 Testes laboratoriais para detecção de Chlamydia trachomatis e Neisseria
gonorrhoeae;
 Hemograma e exames inflamatórios para avaliar a gravidade da infecção.

Tratamento
O tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível para evitar complicações. Os
antibióticos são a base do tratamento e podem ser administrados:
 Via oral, para casos leves a moderados;
 Intravenosa, para casos graves ou com formação de abscessos.
Os medicamentos incluem uma combinação de antibióticos que combatem os principais
agentes causadores da infecção. Em alguns casos, pode ser necessária internação
hospitalar.
Importante: As parcerias sexuais também devem ser testadas e tratadas, pois a DIP é
frequentemente causada por IST adquiridas por transmissão sexual. Se as parcerias não
forem tratadas, há risco de reinfecção.

Prevenção
A prevenção da DIP está diretamente relacionada à saúde sexual e reprodutiva,
incluindo:
 Uso regular de preservativos (masculinos ou femininos) em todas as relações
sexuais;
 Testes periódicos para IST, especialmente para pessoas sexualmente ativas;
 Consultas ginecológicas regulares, para detecção precoce de infecções
assintomáticas;
 Atenção aos sinais e sintomas de infecções genitais e busca imediata de
atendimento médico.
A DIP é uma condição séria, mas prevenível e tratável. O diagnóstico precoce e o
tratamento adequado são fundamentais para evitar complicações graves e preservar a
saúde reprodutiva.

Todos os direitos reservados.

Esse site utiliza cookies para garantir a melhor experiência e personalização de conteúdo. Ao continuar navegando, você concorda com nossa Política de Privacidade.